O climatério é a fase de transição hormonal entre a vida reprodutiva e a não reprodutiva, que a FEBRASGO situa entre os 40 e os 65 anos. A menopausa, a última menstruação, é um marco dentro dele. No Brasil, a irregularidade menstrual começa em média aos 46 anos e os fogachos aos 47, e 87,9% das mulheres relatam algum sintoma dessa fase.
O que é o climatério?
O climatério é um período de transição hormonal em que os ovários reduzem aos poucos a produção de estrogênio e progesterona, até o fim da fase reprodutiva. Ele pode durar vários anos antes da última menstruação e seguir pelos primeiros anos depois dela, e é nessa fase que os sintomas costumam ser mais intensos (FEBRASGO).
Com dados do IBGE, a FEBRASGO estima que cerca de 17 milhões de brasileiras estejam no climatério, considerando a faixa entre 40 e 65 anos.
Qual a diferença entre climatério, perimenopausa e menopausa?
A diferença entre os três termos é de escala: o climatério é a fase inteira, a perimenopausa é o trecho de transição antes da última menstruação, e a menopausa é a última menstruação em si.
| Termo | O que é | Quando acontece | Como se confirma |
|---|---|---|---|
| Climatério | Fase inteira de transição hormonal | Antes e depois da última menstruação, na faixa de 40 a 65 anos | Pelos sinais e pela idade |
| Perimenopausa | Trecho da transição em que os ciclos mudam | Anos antes da última menstruação | Pela mudança no padrão dos ciclos |
| Menopausa | A última menstruação da vida | Em média aos 48 anos no Brasil | Depois de 12 meses seguidos sem menstruar |
| Pós-menopausa | Tudo o que vem depois da menopausa | A partir do 12º mês sem menstruar | De forma retroativa |
A menopausa só pode ser confirmada olhando para trás, depois de 12 meses seguidos sem menstruar (Ministério da Saúde). O que muda na região íntima depois dessa data está no guia Menopausa e saúde íntima: o que muda no corpo e como cuidar.
Com quantos anos o climatério começa?
A idade de início do climatério é uma referência média, e não uma regra, porque cada corpo segue um ritmo próprio. O Estudo Brasileiro de Menopausa ouviu 1.500 mulheres entre 45 e 65 anos em todo o país. Entre elas, a irregularidade menstrual começou em média aos 46 anos, os fogachos aos 47 e a menopausa aos 48 (Pompei et al., Climacteric, 2022).
O mesmo estudo mostrou que a idade média da menopausa foi igual em todas as classes socioeconômicas (Climacteric). Os sinais podem aparecer antes ou depois dessas médias e ainda assim fazer parte de uma transição esperada.
Quais são os primeiros sinais do climatério?
O primeiro sinal do climatério costuma ser uma mudança no padrão do ciclo menstrual, antes mesmo de outros sintomas. Pelo Manual MSD, uma diferença persistente de 7 dias ou mais na duração de ciclos seguidos marca o início da transição. A falha de dois ciclos ou mais marca a fase final (Manual MSD).
Outros sinais comuns são ondas de calor, suor noturno, sono mais leve, irritabilidade, alterações na pele e nos cabelos e ressecamento íntimo (Ministério da Saúde). No Estudo Brasileiro de Menopausa, 87,9% das participantes relataram algum sintoma do climatério. Nem toda mulher sente todos os sinais, e a intensidade varia bastante.
O climatério afeta a saúde íntima?
A saúde íntima no climatério é um dos aspectos que mudam antes da última menstruação, e não só depois dela. Com a queda gradual do estrogênio, a mucosa vaginal produz menos secreção e os lactobacilos diminuem (StatPearls). Um estudo citado pelo Cleveland Clinic Journal of Medicine encontrou sinais genitais e urinários em 4% das mulheres na perimenopausa, número que sobe depois da menopausa (CCJM).
Na rotina, a pele da vulva tende a pedir mais delicadeza. A linha Espuma Sensitive é indicada, segundo a página do produto, para quem está no climatério ou sente a pele da vulva mais fina. O Sérum Íntimo 12 em 1 entra depois do banho para hidratar a pele externa.

Ainda é possível engravidar no climatério?
A gravidez no climatério é uma possibilidade real enquanto houver menstruação, mesmo irregular, porque a ovulação ainda pode acontecer. Por isso, quem não deseja engravidar deve manter um método contraceptivo até completar 12 meses seguidos sem menstruar (Dasa).
A fertilidade está reduzida nessa fase, e uma gestação traz riscos maiores. A ginecologista é quem indica o método mais adequado e o momento certo de suspendê-lo.
Como o climatério mexe com o humor e o sono?
As mudanças de humor e de sono no climatério são efeitos reconhecidos da variação hormonal, e não sinal de fraqueza. O Ministério da Saúde inclui na lista de sintomas dessa fase irritabilidade, instabilidade emocional, ansiedade, tristeza persistente e insônia (Ministério da Saúde).
Esses sinais merecem a mesma atenção que os sintomas físicos. Conversar com a ginecologista, com uma psicóloga ou com uma psiquiatra ajuda a separar o que é da transição hormonal e o que pede outro tipo de cuidado. Se a tristeza for persistente ou vier com pensamentos de não querer viver, procure ajuda profissional. O CVV atende gratuitamente, 24 horas por dia, pelo telefone 188.
Quando procurar a ginecologista no climatério?
A consulta no climatério é um espaço de cuidado preventivo, e não só de tratamento de sintomas. No Estudo Brasileiro de Menopausa, entre as mulheres na transição ou na menopausa, 52,1% receberam alguma prescrição médica e a terapia hormonal foi recomendada para 22,3% (Climacteric). Muitas convivem com sintomas sem saber que existem opções.
Vale marcar consulta diante de sangramento muito intenso ou fora do padrão, fogachos que atrapalham o sono ou o trabalho, ressecamento ou dor na relação, escapes de urina e mudanças de humor que pesam no dia a dia. A ginecologista avalia o quadro completo e discute com você as opções, hormonais ou não.
Importante: Os produtos da Dita Cuja são cosméticos e suplementos, aliados da higiene, do conforto e do equilíbrio da microbiota. Eles não tratam, não curam e não previnem os sintomas do climatério ou qualquer outra condição. Diante de sintomas persistentes, procure uma ginecologista.
Perguntas frequentes
Climatério e menopausa são a mesma coisa?
Não. O climatério é o período de transição hormonal, que pode durar vários anos antes da última menstruação e se estender pelos primeiros anos depois dela. A menopausa é uma data dentro desse período: a última menstruação, confirmada só depois de 12 meses seguidos sem menstruar, segundo a FEBRASGO.
Quanto tempo dura o climatério?
Não existe uma duração fixa. A FEBRASGO descreve o climatério como uma transição que pode durar vários anos antes da menopausa e seguir pelos primeiros anos depois dela, e usa a faixa dos 40 aos 65 anos como referência. Os sintomas costumam ser mais intensos perto da última menstruação.
Dá para engravidar no climatério?
Sim. Enquanto houver menstruação, mesmo irregular, a ovulação ainda pode acontecer. Por isso, quem não deseja engravidar deve manter um método contraceptivo até a confirmação da menopausa, depois de 12 meses seguidos sem menstruar. A ginecologista pode indicar o método mais adequado para essa fase e quando suspendê-lo.
Climatério sempre precisa de tratamento?
Nem sempre, mas os sintomas merecem atenção. No Estudo Brasileiro de Menopausa, 87,9% das mulheres relataram algum sintoma do climatério, e a terapia hormonal foi recomendada para 22,3% das que estavam na transição ou na menopausa. A decisão sobre tratamento é individual e deve ser tomada com a ginecologista.
O climatério afeta a vida sexual?
Pode afetar. A queda do estrogênio reduz a lubrificação natural e deixa a mucosa mais sensível, e esses sinais podem começar antes da última menstruação. Um lubrificante à base d'água ajuda no conforto durante a relação. Se houver dor que não melhora, a ginecologista pode investigar a causa e indicar tratamento.
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