A menopausa é a última menstruação, confirmada depois de 12 meses sem menstruar, e no Brasil acontece em média aos 48 anos, segundo a FEBRASGO. Com a queda do estrogênio, a mucosa vaginal fica mais fina, os lactobacilos diminuem e o pH sobe, o que pode trazer ressecamento, ardência e desconforto na relação. Existem cuidados de rotina e tratamentos médicos para cada um desses sinais.
O que é a menopausa?
A menopausa é um marco biológico que corresponde à última menstruação da vida e encerra a fase reprodutiva. Ela só é confirmada de forma retroativa, depois de 12 meses seguidos sem menstruar (FEBRASGO).
No Brasil, a idade média é de 48 anos, segundo a FEBRASGO, e o Ministério da Saúde situa a menopausa geralmente entre os 45 e os 55 anos (Ministério da Saúde). Com dados do IBGE, a FEBRASGO estima cerca de 17 milhões de brasileiras no climatério, entre 40 e 65 anos, e 9,2 milhões já na menopausa, entre 50 e 65 anos.
Climatério e menopausa são a mesma coisa?
O climatério é um período de transição hormonal que começa anos antes da última menstruação e se estende pelos primeiros anos depois dela. A menopausa é uma data dentro desse período, e é no climatério que os sintomas costumam ser mais intensos (FEBRASGO).
Os hormônios que mais diminuem nessa fase são o estradiol, principal estrogênio do corpo feminino, e a progesterona. Os dois são produzidos pelos ovários. É a queda do estrogênio que explica a maior parte das mudanças na região íntima.
O que muda na região íntima com a menopausa?
A região íntima é um conjunto de tecidos que depende do estrogênio para manter espessura, umidade e acidez. Na vida reprodutiva, os lactobacilos transformam o glicogênio das células vaginais em ácido lático e mantêm o pH entre 3,5 e 5,0. Depois da menopausa, a quantidade de lactobacilos cai e o pH sobe (StatPearls).
| Região ou sistema | O que pode mudar | Fonte |
|---|---|---|
| Mucosa vaginal | Fica mais fina e produz menos secreção | StatPearls |
| Microbiota e pH | Menos lactobacilos e pH acima de 5,0 | StatPearls |
| Pele da vulva | Afinamento progressivo dos tecidos | Farage e Maibach, 2006 |
| Trato urinário | Urgência, aumento da frequência e escapes | Associação Americana de Urologia, 2025 |
| Temperatura e sono | Fogachos e suor noturno, por uma mediana de 7,4 anos | Estudo SWAN, 2015 |
| Ossos | Até 20% da perda de densidade óssea nos primeiros 5 anos | Manual MSD |
O que é a síndrome geniturinária da menopausa?
A síndrome geniturinária da menopausa é o nome médico que reúne as mudanças genitais, sexuais e urinárias causadas pela falta de estrogênio. O termo foi recomendado em 2014 e substituiu nomes mais antigos, como atrofia vulvovaginal e vaginite atrófica (StatPearls).
A frequência varia muito entre os estudos, de 14% a 87% das mulheres na pós-menopausa (StatPearls). Um estudo citado pelo Cleveland Clinic Journal of Medicine encontrou prevalência de 4% na perimenopausa, 25% um ano depois da menopausa e 47% três anos depois (CCJM).
Ao contrário de outros sintomas da menopausa, essas mudanças costumam persistir com o tempo e raramente passam sem cuidado (ClinicalTrials.gov, Universidade Chinesa de Hong Kong).
Quais outras mudanças do corpo afetam o bem-estar íntimo?
O bem-estar íntimo na menopausa é uma soma de fatores que vai além da vulva e da vagina. Os fogachos e o suor noturno, chamados de sintomas vasomotores, duraram em média 7,4 anos entre as mulheres com sintomas frequentes no estudo americano SWAN, que acompanhou 1.449 participantes (MDedge, sobre estudo publicado no JAMA Internal Medicine).
O Ministério da Saúde lista ainda mudanças de humor, insônia, alterações na pele, nos cabelos e nas unhas e redistribuição da gordura corporal (Ministério da Saúde). Sono ruim, calor e oscilações de humor também interferem no desejo e no conforto, o que explica por que o cuidado íntimo nessa fase precisa olhar para o corpo inteiro.
O que as diretrizes médicas recomendam?
As diretrizes médicas são documentos de sociedades científicas que organizam as opções de cuidado por nível de evidência. Pela Sociedade Norte-Americana de Menopausa, a primeira linha para sintomas leves inclui lubrificantes no momento da relação e hidratantes vaginais de uso regular, ambos sem hormônio (News-Medical, sobre o posicionamento de 2020).
A Associação Americana de Urologia também recomenda hidratantes e lubrificantes para ressecamento e dor na relação. A mesma diretriz alerta que esses produtos podem irritar tecidos já afinados e que não há estudos mostrando melhora de sintomas urinários com eles (AUA, 2025). Para quadros moderados ou intensos, existem tratamentos hormonais locais e outras opções que só a ginecologista pode indicar.
Como adaptar a rotina íntima nessa fase?
A rotina íntima na menopausa é um conjunto de cuidados externos que aumenta o conforto da pele e reduz o atrito, sem substituir o acompanhamento médico. Ela pode ser ajustada em três frentes: limpeza mais suave, hidratação diária da pele externa e lubrificação no momento íntimo.
Na limpeza, a Espuma Sensitive foi formulada para pele sensível, madura ou ressecada. Na hidratação, o Sérum Íntimo 12 em 1 é aplicado na pele externa da vulva depois do banho. No momento íntimo, um lubrificante à base d'água, como o Lub Hidratante Prebiótico, reduz o atrito e é compatível com preservativo.
Como a pele fica mais sensível nessa fase, qualquer produto novo merece um teste. Se houver ardência ou vermelhidão, o uso deve ser suspenso. A diferença entre sérum e lubrificante está explicada no guia Sérum ou lubrificante íntimo: qual usar e em que momento.

Quando procurar a ginecologista?
A consulta ginecológica é o espaço certo para investigar qualquer mudança que incomode, e não só os sintomas intensos. Procure avaliação diante de sangramento depois da menopausa, dor na relação que não melhora com lubrificação, ardência ou coceira persistentes, escapes de urina ou vontade urgente de urinar, e ressecamento que atrapalha o dia a dia.
Existem tratamentos eficazes para cada um desses quadros. Falar abertamente sobre sintomas íntimos faz parte da consulta e ajuda a ginecologista a escolher o caminho mais adequado.
Importante: Os produtos da Dita Cuja são cosméticos e suplementos, aliados da higiene, do conforto e do equilíbrio da microbiota. Eles não tratam, não curam e não previnem a síndrome geniturinária da menopausa, o ressecamento vaginal ou qualquer outra condição. Diante de sintomas persistentes, procure uma ginecologista.
Perguntas frequentes
Com quantos anos começa a menopausa?
No Brasil, a menopausa acontece em média aos 48 anos, segundo a FEBRASGO, e o Ministério da Saúde situa a fase geralmente entre os 45 e os 55 anos. O diagnóstico é retroativo: só se confirma depois de 12 meses seguidos sem menstruar. Os sinais do climatério costumam aparecer alguns anos antes da última menstruação.
Toda mulher tem ressecamento íntimo na menopausa?
Não. Os estudos encontram prevalências muito diferentes para as mudanças genitais e urinárias da menopausa, entre 14% e 87% das mulheres, segundo o StatPearls. Algumas não sentem nada, outras percebem sinais ainda no climatério. A intensidade também varia bastante, e por isso a conversa com a ginecologista precisa ser individual.
Os sintomas íntimos passam sozinhos com o tempo?
Em geral, não. As mudanças genitais e urinárias costumam persistir e aumentar com o tempo. Um estudo citado pelo Cleveland Clinic Journal of Medicine encontrou prevalência de 4% na perimenopausa, 25% um ano depois da menopausa e 47% três anos depois. Por isso, vale procurar ajuda cedo, sem esperar que passe sozinho.
Lubrificante e hidratante resolvem todos os sintomas?
Não. As diretrizes recomendam lubrificantes e hidratantes para ressecamento e desconforto na relação, mas a Associação Americana de Urologia afirma não conhecer estudos que mostrem melhora de urgência urinária, escapes ou infecções urinárias de repetição com esses produtos. Sintomas urinários pedem avaliação médica específica, sem depender de cosmético.
Dá para manter a vida sexual confortável na menopausa?
Sim. Para quem tem relação com penetração, o uso de lubrificante é recomendado de rotina nessa fase, segundo material de educação médica da Universidade da Colúmbia Britânica. Se a dor continuar mesmo com boa lubrificação, a ginecologista pode investigar a causa e indicar tratamentos que nenhum cosmético substitui.
A Dita Recomenda
- Sérum ou lubrificante íntimo: qual usar e em que momento
- Lubrificante é só para o sexo? Mitos e verdades
- Qual espuma de higiene íntima escolher para a sua pele
Monte a sua rotina para essa fase, com limpeza suave, hidratação e conforto, na coleção Menopausa da Dita Cuja.
