Vaginite atrófica: o que é, sintomas e como cuidar

Vaginite atrófica: o que é, sintomas e como cuidar

Vaginite atrófica é o nome antigo da síndrome geniturinária da menopausa, um conjunto de mudanças na vulva, na vagina e no trato urinário causado pela falta de estrogênio. Os sinais mais comuns são ressecamento, dor na relação, ardência e urgência para urinar. O diagnóstico é feito pela ginecologista, e existem tratamentos hormonais e não hormonais com boa evidência.

O que é vaginite atrófica?

A vaginite atrófica é uma condição causada pela queda do estrogênio, em que a mucosa vaginal fica mais fina, mais seca e menos elástica. A menopausa reduz a produção de estrogênio em cerca de 95%. Com menos estrogênio, as secreções diminuem e os tecidos genitais e urinários se tornam mais frágeis (StatPearls).

As mudanças não ficam restritas à vagina. Elas também atingem os lábios vulvares, a uretra e a bexiga, e é por isso que os sintomas podem ser ao mesmo tempo íntimos, sexuais e urinários.

Por que o nome mudou para síndrome geniturinária da menopausa?

A síndrome geniturinária da menopausa é a denominação recomendada desde 2014 para descrever as mudanças genitais, sexuais e urinárias causadas pela falta de estrogênio. O termo substituiu nomes mais antigos, como atrofia vulvovaginal e vaginite atrófica (StatPearls).

A troca reflete uma compreensão mais ampla do quadro, que afeta várias estruturas do trato geniturinário e não só a vagina (StatPearls). "Vaginite atrófica" continua sendo um termo muito usado no dia a dia e nas buscas, e por isso aparece neste texto.

Quais são os sintomas da vaginite atrófica?

Os sintomas da vaginite atrófica são sinais genitais, sexuais e urinários que costumam aparecer juntos, em intensidades diferentes para cada mulher.

Sintoma Frequência depois da menopausa Fonte
Ressecamento vaginal Cerca de 75% das mulheres StatPearls
Dor na relação Cerca de 40% StatPearls
Urgência e aumento da frequência urinária Entre 30% e 40% StatPearls
Ardência, coceira e irritação Frequentes, sem percentual consolidado Medscape
pH vaginal acima de 5 Sinal observado no exame StatPearls


A ardência, a coceira, a irritação e a dor na relação aparecem também nas descrições clínicas do quadro ligado à amamentação (Medscape). Esses sintomas se parecem com os de outras condições íntimas, e só a avaliação ginecológica separa uma coisa da outra.

O que causa a vaginite atrófica além da menopausa?

A causa da vaginite atrófica é sempre a falta prolongada de estrogênio, e a menopausa é a origem mais comum, mas não a única. O quadro também pode aparecer em mulheres que estão amamentando, que têm amenorreia hipotalâmica ou que usam medicamentos antiestrogênicos para tratar miomas, endometriose ou câncer de mama (StatPearls).

A retirada cirúrgica dos dois ovários, a insuficiência ovariana prematura e a quimioterapia também podem desencadear os sintomas mais cedo (StatPearls). Na amamentação, a prolactina alta reduz o estrogênio, e a tendência é que os sintomas desapareçam depois do desmame, quando os ciclos voltam (Medscape).

Quantas mulheres têm vaginite atrófica?

A prevalência da vaginite atrófica é um dado que varia muito entre os estudos, de 14% a 87% das mulheres na pós-menopausa (StatPearls). A diferença vem dos critérios usados e da forma como as perguntas são feitas, já que muitas mulheres não relatam os sintomas espontaneamente.

Um estudo citado pelo Cleveland Clinic Journal of Medicine acompanhou a evolução ao longo do tempo: prevalência de 4% na perimenopausa, 25% um ano depois da menopausa e 47% três anos depois (CCJM). Sem cuidado, o quadro tende a piorar com o tempo (UBC CPD).

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da vaginite atrófica é clínico, feito pela ginecologista a partir dos sintomas e do exame físico. Medir o pH vaginal ou fazer exames de citologia não é obrigatório, e a intensidade dos sintomas nem sempre acompanha esses resultados (StatPearls).

Quando o pH é medido, um valor de 5 ou mais, sem presença de sangue, sêmen ou infecção, sugere o quadro (CCJM). Material de educação médica da Universidade da Colúmbia Britânica orienta que toda queixa vulvar ou vaginal passe por exame clínico para afastar outras causas (UBC CPD). Por isso, o autodiagnóstico não é recomendado.

Quais são os tratamentos da vaginite atrófica?

O tratamento da vaginite atrófica é escolhido conforme a intensidade dos sintomas, o histórico de saúde e a preferência de cada mulher. Pela Sociedade Norte-Americana de Menopausa, a primeira linha para sintomas leves inclui lubrificantes na relação e hidratantes vaginais de uso regular, ambos sem hormônio (News-Medical, sobre o posicionamento de 2020).

Para quadros moderados ou intensos, o estrogênio vaginal em dose baixa reduz o pH, aumenta os lactobacilos e alivia também sintomas urinários (American Journal of Obstetrics & Gynecology). Existem ainda outras opções de uso vaginal e oral, indicadas pela ginecologista. Mulheres com histórico de câncer de mama têm risco maior de desenvolver o quadro e precisam discutir as opções com a equipe que as acompanha (StatPearls).

O que ajuda no dia a dia?

O cuidado diário com a vaginite atrófica é um complemento do tratamento, e não um substituto dele. Lubrificante e hidratante vaginal são produtos diferentes: o lubrificante reduz o atrito no momento da relação, e o hidratante vaginal é usado de forma regular, com ou sem relação.

A Associação Americana de Urologia recomenda os dois para ressecamento e dor na relação. A mesma diretriz alerta que esses produtos podem irritar tecidos já afinados e que não melhoram os sintomas urinários (AUA, 2025). Fórmulas sem perfume, testes antes de usar um produto novo e a suspensão diante de ardência são cuidados simples que reduzem esse risco.

Quando procurar a ginecologista?

A consulta ginecológica é indicada sempre que o ressecamento, a dor na relação, a ardência ou a urgência urinária atrapalham o dia a dia. Sangramento depois da menopausa, dor que não melhora com lubrificação e sintomas urinários novos pedem avaliação sem demora.

Falar sobre esses sintomas é parte normal da consulta. Como o quadro tende a progredir sem cuidado, procurar ajuda cedo amplia as opções de tratamento.


Importante: Os produtos da Dita Cuja são cosméticos e suplementos, aliados da higiene, do conforto e do equilíbrio da microbiota. Eles não tratam, não curam e não previnem a vaginite atrófica, a síndrome geniturinária da menopausa ou qualquer outra condição. Diante de sintomas persistentes, procure uma ginecologista.


Perguntas frequentes

Vaginite atrófica tem cura?
Ela é considerada uma condição crônica, que tende a persistir e piorar com o tempo quando não é cuidada. Os tratamentos disponíveis controlam bem os sintomas enquanto são usados. Quando a causa é a amamentação, o quadro costuma desaparecer depois do desmame, com a volta dos ciclos menstruais.

Vaginite atrófica é uma infecção?
Não. A vaginite atrófica é causada pela falta de estrogênio, e não por fungos, bactérias ou vírus, e não é transmitida na relação. O que acontece é que o pH vaginal mais alto, acima de 5, aumenta o risco de infecções vaginais e urinárias, por isso sintomas novos merecem avaliação.

Quem está amamentando pode ter vaginite atrófica?
Sim. Durante a amamentação, a prolactina alta reduz a produção de estrogênio, e a mucosa pode ficar mais fina e seca. Nesse caso, a tendência é que os sintomas desapareçam depois do desmame, quando os ciclos voltam. Enquanto isso, a ginecologista pode indicar cuidados compatíveis com a amamentação.

Lubrificante resolve a vaginite atrófica?
Ajuda no conforto durante a relação, mas não trata a causa. As diretrizes colocam lubrificantes e hidratantes vaginais como primeira opção para sintomas leves. A Associação Americana de Urologia afirma que esses produtos não melhoram os sintomas urinários. Se o desconforto persistir, a ginecologista avalia outras opções de tratamento.

Todo tratamento usa hormônio?
Nem sempre. Para sintomas leves, a primeira linha são lubrificantes e hidratantes vaginais sem hormônio. Para quadros moderados ou intensos, o estrogênio vaginal em dose baixa tem boa evidência, e existem outras opções. A escolha é individual e considera histórico de saúde, como câncer de mama, e preferência da paciente.


A Dita Recomenda

Para os cuidados de conforto e higiene do dia a dia nessa fase da vida, conheça a coleção Menopausa da Dita Cuja.

Voltar para o blog