Higiene íntima na gestação: o que pode e o que evitar

Higiene íntima na gestação: o que pode e o que evitar

A higiene íntima na gestação segue a mesma base de sempre, com mais atenção: lavar só a parte externa, com produto suave, sem perfume e de pH compatível, secar bem e preferir calcinha de algodão. Duchas vaginais, desodorantes íntimos, sabonete em barra e tratamento de corrimento por conta própria devem ser evitados. Produtos com óleos essenciais pedem conversa com o obstetra antes do uso.

O que muda na higiene íntima durante a gestação?

A higiene íntima na gestação é a mesma rotina de limpeza externa da vulva, adaptada a uma região com mais corrimento, mais circulação e mais sensibilidade. O estrogênio e o maior fluxo de sangue para a região aumentam o corrimento, principalmente no segundo e no terceiro trimestres (MD.Saúde).

O protocolo de vulvovaginites da Prefeitura de São Paulo considera a limpeza da vulva desejável para evitar o acúmulo de suor, urina e corrimento e o odor. Ele também registra que, na idade reprodutiva, o pH vaginal fica entre 3,8 e 4,4 (Prefeitura de São Paulo). Por isso, a regra geral não muda: limpar por fora, sem agredir a acidez natural. As outras mudanças da gestação estão no guia Saúde íntima na gestação.

O que pode fazer na higiene íntima durante a gravidez?

A lista do que pode é um conjunto de hábitos simples que mantêm a região limpa e confortável sem interferir na microbiota.

  • ✓ Lavar só a vulva, a parte externa, com água corrente e movimentos da frente para trás (Metis, FMUP).
  • ✓ Usar produto íntimo suave, sem perfume e que não altere o pH (Prefeitura de São Paulo).
  • ✓ Secar bem a região depois do banho, com toalha limpa e sem esfregar.
  • ✓ Preferir calcinhas de algodão e roupas mais folgadas, como recomenda o mesmo protocolo.
  • ✓ Trocar a calcinha quando estiver úmida, o que ajuda mais do que lavar mais vezes.
  • ✓ Aparar os pelos em vez de depilar tudo, principalmente no fim da gestação.
  • ✓ No momento íntimo, usar lubrificante à base d’água, com orientação médica.

O que evitar na higiene íntima durante a gravidez?

A lista do que evitar reúne práticas que parecem limpar mais, mas agridem a pele ou a microbiota.

  • ✗ Duchas vaginais. O protocolo da Prefeitura de São Paulo afirma que elas não trazem benefício e podem alterar a flora normal (Prefeitura de São Paulo).
  • ✗ Sabonete em barra, inclusive o de glicerina, que resseca e altera o pH da vulva (Metis, FMUP).
  • ✗ Esponjas, que acumulam resíduos, segundo a mesma fonte.
  • ✗ Desodorantes íntimos e produtos perfumados, que podem irritar a pele.
  • ✗ Depilação completa da vulva, desaconselhada pelo protocolo paulistano.
  • ✗ Pomadas ou cremes por conta própria para corrimento ou coceira.
  • ✗ Produtos com óleos essenciais sem conversar com o obstetra.

Que produtos de higiene íntima a gestante pode usar?

Os produtos de higiene íntima na gestação são escolhidos pela fórmula: suave, sem perfume, de pH compatível e para uso externo. A tabela resume os tipos mais comuns.

Tipo de produto Na gestação Observação
Espuma ou sabonete líquido íntimo, sem perfume, de pH ácido Pode Só na parte externa
Sabonete em barra, inclusive de glicerina Evitar Resseca e altera o pH da vulva
Ducha vaginal Evitar Não traz benefício e altera a microbiota
Desodorante ou perfume íntimo Evitar Risco de irritação
Lubrificante à base d’água Pode, com orientação médica Compatível com preservativo
Produto com óleos essenciais Conversar antes com o obstetra Óleos concentrados podem irritar a pele sensível

Na linha da Dita Cuja, a Espuma Sensitive foi formulada para pele sensível, com limpeza suave. A Espuma Active e o Sérum Íntimo 12 em 1 levam óleos essenciais na fórmula, como o de melaleuca, e por isso pedem conversa com o obstetra antes de entrar na rotina da gestação, como o blog já orienta no post sobre óleo de melaleuca. No momento íntimo, a página do Lub Hidratante Prebiótico orienta preferir lubrificantes à base d’água e seguir a orientação médica. A diferença entre os dois produtos de hidratação está em Sérum ou lubrificante íntimo.

Com que frequência lavar a região íntima na gravidez?

A frequência da higiene íntima é um equilíbrio entre limpar e não ressecar. Material da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto orienta higiene com água corrente de uma a três vezes ao dia, com produto de pH entre 4,5 e 5,5, hipoalergênico e sem perfume (Metis, FMUP).

Na gestação, a sensação de umidade aumenta por causa do corrimento, e é comum a vontade de lavar mais vezes. Nesse caso, trocar a calcinha e secar bem a região costuma resolver melhor do que aumentar as lavagens, que podem ressecar a pele.

Pode depilar a região íntima na gravidez?

A depilação na gravidez é uma escolha pessoal que pede mais cuidado, porque a pele da região fica mais sensível e mais irrigada. O protocolo da Prefeitura de São Paulo recomenda evitar a depilação completa da vulva (Prefeitura de São Paulo).

As varizes na vulva, que aparecem em cerca de 18% a 22% das gestantes, são outro motivo para cuidado com lâmina e cera sobre a região (International Journal of Women’s Health). Aparar os pelos costuma ser a opção mais confortável, principalmente no fim da gestação, quando fica difícil enxergar e alcançar a região.

Quando a higiene não resolve o desconforto?

O desconforto íntimo que não melhora com a rotina de higiene é um sinal para procurar a equipe do pré-natal, e não para trocar de produto. Na gestação, cerca de 20% das mulheres têm candidíase, com pico de aproximadamente 30% no terceiro trimestre (Tropical Medicine and Infectious Disease, via DOAJ).

Corrimento grumoso, esverdeado, acinzentado ou com cheiro forte, coceira, ardor, sangramento ou líquido claro que molha a roupa pedem avaliação. Os tipos de corrimento e o que cada um pode indicar estão em Corrimento na gravidez: o que é normal e quando buscar ajuda.


Importante: Os produtos da Dita Cuja são cosméticos e suplementos, aliados da higiene, do conforto e do equilíbrio da microbiota. Eles não tratam, não curam e não previnem candidíase, infecções íntimas ou qualquer outra condição. Diante de sintomas persistentes, procure a equipe do seu pré-natal.


Perguntas frequentes

Grávida pode usar sabonete íntimo?
Pode, desde que seja um produto suave, sem perfume e com pH compatível com a região, usado só na parte externa. O protocolo de vulvovaginites da Prefeitura de São Paulo recomenda produtos íntimos que não alterem o pH. Produtos com óleos essenciais na fórmula pedem uma conversa com o obstetra antes de entrar na rotina da gestação.

Grávida pode fazer ducha vaginal?
Não. O protocolo de vulvovaginites da Prefeitura de São Paulo afirma que as duchas vaginais não trazem benefício para a saúde e podem prejudicar as defesas naturais e alterar a microbiota. Na gestação, a vagina continua se limpando sozinha por meio do próprio corrimento, e a higiene deve ficar restrita à vulva, a parte externa.

Quantas vezes por dia lavar a região íntima na gravidez?
Material da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto orienta higiene com água corrente, em movimentos da frente para trás, de uma a três vezes ao dia. Lavar mais do que isso pode ressecar a pele. Na gestação, com mais corrimento, trocar a calcinha úmida costuma ajudar mais do que aumentar o número de lavagens.

Grávida pode depilar a virilha?
Pode, com cuidado. O protocolo de vulvovaginites da Prefeitura de São Paulo recomenda evitar a depilação completa da vulva, porque os pelos também protegem a região. Aparar os pelos costuma ser mais confortável, principalmente no fim da gestação, quando fica difícil enxergar e alcançar a região. Lâminas sem corte e cera quente aumentam a irritação.

A higiene íntima evita infecção na gravidez?
A higiene sozinha não trata infecção. Na gestação, cerca de 20% das mulheres têm candidíase, e corrimento grumoso, esverdeado, acinzentado ou com cheiro forte, com coceira ou ardor, precisa de avaliação. O tratamento na gravidez segue esquemas específicos, escolhidos pela equipe do pré-natal conforme o diagnóstico e o trimestre.


A Dita Recomenda

Monte uma rotina de higiene suave para os nove meses na coleção Gestação e Pós-parto da Dita Cuja.

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