O Outubro Rosa é a campanha de conscientização sobre o câncer de mama, mas a consulta ginecológica do mês pode cobrir mais. Desde 2025, o Ministério da Saúde indica mamografia a cada dois anos dos 50 aos 74 anos e, por decisão compartilhada, dos 40 aos 49. O mesmo mês é uma boa ocasião para o rastreamento do colo do útero, que no SUS está passando para o teste de DNA-HPV.
O que é o Outubro Rosa?
O Outubro Rosa é uma campanha anual de conscientização que estimula o diagnóstico precoce do câncer de mama, o tipo mais frequente entre as brasileiras quando não se contam os tumores de pele não melanoma. Pela estimativa do INCA para 2026 a 2028, o risco é de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres (CNN Brasil, sobre a estimativa do INCA).
A doença também pesa na mortalidade. Em 2023, 20.165 mulheres morreram de câncer de mama no Brasil, 38% a mais que em 2014, segundo dados divulgados com o anúncio das novas regras de mamografia (Poder360). Por isso, o foco da campanha é chegar antes: quanto mais cedo o diagnóstico, mais opções de tratamento existem.
Quando fazer a mamografia, pelas novas recomendações?
A mamografia de rastreamento é um exame de imagem feito em mulheres sem sintomas, para encontrar alterações antes que elas possam ser sentidas. Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde mudou as faixas de idade do exame no SUS (Olhar Digital).
| Faixa de idade | Recomendação do Ministério da Saúde | Como funciona |
|---|---|---|
| 40 a 49 anos | Mamografia a cada dois anos | Sob demanda, com decisão compartilhada entre a mulher e a profissional |
| 50 a 74 anos | Mamografia a cada dois anos | Rastreamento de rotina, mesmo sem sintomas |
| Acima de 74 anos | Sem frequência definida | Decisão individual, conforme a saúde e a expectativa de vida |
| Qualquer idade, com sintoma | Avaliação médica sem esperar o calendário | A investigação segue outro caminho, que não é o rastreamento |
A faixa dos 40 aos 49 anos concentra quase um quarto dos casos, segundo o ministro da Saúde. Em 2024, mais de 1 milhão de exames de rastreamento no SUS, cerca de 30% do total, foram feitos em mulheres com menos de 50 anos (Poder360). Histórico familiar muda o calendário, e a médica avalia cada caso.
Quais sinais nas mamas pedem avaliação?
Os sinais de alerta são alterações nas mamas que o INCA classifica como suspeitas e que pedem confirmação diagnóstica com urgência (INCA). Entre eles estão:
- nódulo em mulheres com mais de 50 anos;
- nódulo em mulheres com mais de 30 anos que persiste por mais de um ciclo menstrual;
- nódulo endurecido, fixo ou que aumenta de tamanho, em qualquer idade adulta;
- saída de secreção com sangue por um só mamilo;
- pele da mama com aspecto de casca de laranja ou retraída;
- mudança no formato do mamilo;
- ferida na pele da mama que não melhora com tratamento;
- ínguas na axila.
Conhecer o próprio corpo ajuda a perceber essas mudanças. Diante de qualquer um desses sinais, a consulta não deve esperar o mês da campanha.
Por que o Outubro Rosa também é sobre o colo do útero?
O câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres no Brasil, atrás de mama e de intestino, segundo a estimativa do INCA para 2026 a 2028 (INCA). São esperados 19.310 casos novos por ano no período (Medicina S/A).
O próprio INCA destaca esse tipo de câncer como um dos que têm grande potencial de prevenção e detecção precoce. Como a consulta ginecológica costuma ser a mesma, o Outubro Rosa é uma boa ocasião para conferir se o exame preventivo está em dia.
O que muda com o teste de DNA-HPV no SUS?
O teste de DNA-HPV é um exame molecular que procura o material genético do vírus em uma amostra do colo do útero e identifica 14 tipos de HPV antes de surgirem lesões (IstoÉ).
| Critério | Papanicolau | Teste de DNA-HPV |
|---|---|---|
| O que procura | Alterações nas células do colo do útero | O DNA de 14 tipos de HPV |
| Como é a coleta | Material do colo do útero em lâmina | Material do colo do útero em tubo com líquido |
| Público no SUS | Mulheres na faixa de rastreamento | Mulheres de 25 a 64 anos |
| Intervalo com resultado normal | Conforme orientação da unidade | Até cinco anos |
| Papel no novo modelo | Passa a confirmar resultados positivos do DNA-HPV | Vira o exame de rastreamento principal |
A oferta começou em agosto de 2025, de forma gradual, com meta de cobertura nacional até dezembro de 2026. Onde o teste ainda não chegou, o rastreamento segue com o Papanicolau. Vale perguntar na unidade de saúde qual exame está disponível.
Como a vacina contra o HPV entra nessa conversa?
A vacina contra o HPV é uma forma de prevenção que faz parte do calendário do SUS para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, em dose única desde 2024 (TNH1). Para quem tem filhas e filhos nessa idade, o Outubro Rosa é um bom lembrete para conferir a caderneta.
A vacina não substitui o exame. Ela protege contra os tipos mais comuns do vírus, mas não contra todos os que podem causar câncer do colo do útero, e por isso o preventivo segue necessário mesmo em quem foi vacinada (Vigilância Epidemiológica de São José dos Campos).
O que mais vale conversar na consulta ginecológica?
A consulta ginecológica é o espaço para falar de tudo que afeta o bem-estar íntimo, e não só dos exames de rastreamento. Ressecamento, desconforto na relação, mudança no odor ou no corrimento, escapes de urina e alterações no ciclo são queixas comuns que muitas mulheres deixam de mencionar. Anotar as dúvidas antes ajuda a aproveitar o tempo da consulta.
Na rotina de casa, a higiene íntima segue a mesma lógica de cuidado: produto suave, sem perfume, só na parte externa. Uma opção é a Espuma Prebiótica, de uso diário. Para quem está no climatério ou na menopausa, os cuidados de cada fase estão no guia Menopausa e saúde íntima.

Quando não esperar outubro?
O calendário da campanha é um lembrete, e não um prazo. Qualquer sinal de alerta nas mamas, sangramento fora do período menstrual ou depois da menopausa, sangramento depois da relação ou corrimento diferente do habitual pedem consulta assim que aparecem. Rastreamento é para quem não tem sintomas; quem tem sintoma precisa de avaliação, em qualquer mês do ano.
Importante: Os produtos da Dita Cuja são cosméticos e suplementos, aliados da higiene, do conforto e do equilíbrio da microbiota. Eles não tratam, não curam e não previnem câncer de mama, câncer do colo do útero ou qualquer outra condição. Diante de sintomas persistentes, procure uma ginecologista.
Perguntas frequentes
Com que idade devo fazer a primeira mamografia?
Pelas recomendações do Ministério da Saúde de 2025, a mamografia pode ser feita a cada dois anos a partir dos 40, por decisão compartilhada entre a mulher e a profissional de saúde. Dos 50 aos 74 anos, a indicação é a cada dois anos. Histórico familiar ou sintomas mudam esse calendário, e a médica avalia cada caso.
Quais sinais nas mamas pedem consulta sem esperar?
O INCA lista como sinais que pedem avaliação rápida: nódulo endurecido ou que cresce, pele com aspecto de casca de laranja, retração da pele, mudança no formato do mamilo, saída de secreção com sangue por um só mamilo e ínguas na axila. Com qualquer um deles, a consulta não deve esperar outubro.
O que é o teste de DNA-HPV?
É um exame que procura o DNA do HPV em uma amostra do colo do útero, coletada de forma parecida com o Papanicolau. Ele detecta 14 tipos do vírus antes de surgirem lesões. No SUS, é voltado a mulheres de 25 a 64 anos e, com resultado negativo, permite intervalos de até cinco anos entre as coletas.
Quem tomou a vacina de HPV precisa fazer o preventivo?
Sim. A vacina oferecida pelo SUS protege contra os tipos de HPV mais comuns, mas não contra todos os que podem causar câncer do colo do útero. Por isso, segundo a vigilância epidemiológica de São José dos Campos, a vacinação não elimina a necessidade do exame preventivo, que segue indicado na faixa de rastreamento.
Homem também pode ter câncer de mama?
Sim, embora seja muito menos comum do que nas mulheres. O INCA inclui entre os sinais que pedem investigação um nódulo palpável em uma das mamas em homens com mais de 50 anos. Qualquer caroço ou alteração na região do peito, em homens ou mulheres, merece avaliação médica.
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